Quando queimei as pontes
O sagrado se espalhou como pólen
Transparente-lilás
- dulcíssimo exposto-mistério.
Penetrou as flores mais intocáveis
(tulipas entre os entulhos)
E as pequenas rachaduras
Nos cacos de vidro do muro
Altiva, eu nada quis reter.
Quando o lodo secou
(crosta na pele)
A fauna noturna sugou minha seiva,
Meus anticorpos.
Censurada, eu desaprendi a chorar.
Em cólera, perguntei:
Deus, por onde me espia
Para eu ultrapassar essa fresta?
Um comentário:
Bravo! Não desanimai com o silêncio de Deus... Abraço apertado!
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